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Rodrigo Janot � alvo de representa��o no Senado

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O senador Fernando Collor (PTB) apresentou voto em separado, com mais de 150 páginas, na sessão de ontem da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), apontando que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não enviou todos os documentos necessários que comprovam a idoneidade para ser reconduzido ao cargo. Collor destacou que Janot é alvo de investigação na Advocacia do Senado e no Tribunal de Contas da União (TCU), resultado de quatro representações e suspeitas de irregularidades, respectivamente. De acordo com o material apresentado pelo senador aos integrantes da CCJ, o procurador-geral da República deixou de investigar parlamentares que teriam sido citados pelo doleiro Alberto Yousseff durante depoimento na Operação Lava Jato. Para Collor, mesmo com as declarações do delator, o procurador deixou de apurar de forma deliberada os políticos. ?Ora, de que critérios se valeu Rodrigo Janot para decidir quem deve e quem não deve ser investigado? Afinal, o chefe da PGR jamais explicou esses critérios. Ao contrário, seleciona como bem entende os que responderão à ação penal pública, bem como os que sequer serão investigados, exacerbando criminosamente o poder que lhe confere à Constituição Federal?, apontou Collor. O senador destacou ainda que a força-tarefa da Operação Lava Jato sugeriu a Janot que todos os políticos citados durante os depoimentos do doleiro fossem investigados. No entanto, após diversas matérias serem veiculadas na imprensa ao longo dos últimos meses, o procurador, segundo Collor, ignorou a solicitação dos procuradores e manteve a seletividade e a inércia na investigação. ?A desídia mostra-se ainda mais grave, dada a circunstância de que a inércia de Janot coincidiu com encontros clandestinos que manteve com autoridades e advogados, para conversas com conteúdo não republicano. O comportamento reprovável do chefe da PGR, no que diz respeito à inércia e falta de critérios objetivos e transparentes para a seleção de investigados, constitui crime de responsabilidade?, apontou o senador. Para Collor, o cenário nebuloso que Janot escolheu ao investigar políticos mostra que o chefe da PGR se portou de maneira incompatível e indigna com o decoro que o cargo exige. Sobretudo, reforçou o senador, ao selecionar subjetivamente ?para sua satisfação pessoal os políticos que seriam e os que não seriam alvo de investigação?. ?Resta claro que Janot, por sua conduta torpe, indigna e incompatível com a estatura do cargo que exerce cometeu crime de responsabilidade previsto em lei. Portanto, essa representação é no sentido de o Senado da República adotar as providências para aplicação das sanções e reprimendas legais e cabíveis?, discorreu o senador. Pelo regimento do Senado, a presidência da Casa deve constituir, no prazo de 48h, uma comissão especial que deve opinar de acordo com o texto da representação. Em seguida, observando o rito e os procedimentos previstos, deve decidir quanto à necessidade de diligências para se investigar as irregularidades denunciadas e apresentadas pelo senador.

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