Política
PEC � aprovada em 1� vota��o
A Assembleia Legislativa Estadual (ALE) aprovou ontem, em primeira votação, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prevê a permanência em cargos públicos, até 75 anos, de desembargadores, conselheiros, coronéis da PM, entre outros. A PEC da Bengala, como vem sendo chamada, foi aprovada em primeira votação exceto com o voto do deputado Rodrigo Cunha (PSDB). Segundo ele, há decisões contrárias aos parlamentos que propuseram tal mudança Brasil afora. Mas para o autor da PEC, deputado Francisco Tenório (PMN), nos Estados em que foram derrotados é porque eram leis. ?Aqui aprovamos uma emenda constitucional?, justifica. A estratégia do governador Renan Filho (PMDB) de por fim ao embate com os servidores públicos, quanto ao aumento salarial das categorias, aprovando o projeto que definia o parcelamento do reajuste, esbarrou no questionamento do deputado Antônio Albuquerque (PRTB). Ele pediu adiamento da votação da matéria pouco antes de ela ser votada. Não fosse isso, a lei tinha todas as condições de ser aprovada em primeira votação, já que o governo tem ampla maioria na Casa. ?Mas não poderia concordar com o modo que foi feito. A matéria chegou rápida demais, sem discussão, sem ouvirmos ninguém, por isso fui contra o rolo compressor?, disse Albuquerque. Foi isso que ele explicou aos dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Cícero Lourenço, e a professora Girlene Lázaro, do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteal). Segundo Lourenço, antes da votação o Sinteal, que é contra o parcelamento dos 7% proposto pelo governo do Estado, já havia pedido ajuda até para a deputada Jó Pereira (DEM).