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Política

Documento vira ‘barganha eleitoral’

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No município, porém, a história é outra. Na terça-feira passada, 25, a secretária municipal de Educação, Ana Dayse Dórea, esteve na Câmara para se reunir com os vereadores e tratar sobre o polêmico assunto. A prefeitura tenta evitar o veto ao texto, sobretudo ao ponto da discórdia, a igualdade de gênero. O encontro foi a portas fechadas. A discussão, ?segredo de estado?. Mas segundo a Gazeta apurou, as tratativas foram em torno da retirada do texto que fala sobre gênero, o que para a prefeitura evitaria mais desgaste, bate-boca e aceleraria a aprovação do plano. Por outro lado, para vereadores contrários ao texto, renderia ganho político, transformados em votos nas eleições municipais que se avizinham, principalmente junto aos eleitores, aos menos politicamente menos esclarecidos, para os quais o discurso de ameaça à família tradicional certamente é argumento mais do que suficiente para não votar em candidato A ou B. Evitaria-se também desgaste político para a provável campanha à reeleição do prefeito Rui Palmeira (PSDB), o que poderia ser levado ao palanque político em tom de ataque a um candidato ?contrário à família tradicional?, por exemplo. Rui Palmeira não entra na questão política, mas tem afirmado em várias entrevistas sobre o assunto que ?o Plano Municipal de Educação precisa dizer não ao preconceito?; que ?tem havido uma radicalização do assunto gênero em detrimento de outros temas importantes contidos no plano. ?Houve uma radicalização, principalmente, com a divulgação daquelas cartilhas falsas que circularam como se tivessem sido feitas pelo Ministério da Educação [MEC]. Isso serviu para que fosse criada uma polêmica e, também, para se debater esse aspecto do plano, mas não tem nada a ver. O plano precisa dizer não ao preconceito, mas o município jamais adotaria um material que fosse ofensivo a alunos, pais e professores?, afirmou o prefeito, em entrevista à Gazetaweb em julho último.

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