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Janot mentiu durante sabatina

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O senador Fernando Collor (PTB) afirmou, durante pronunciamento na tarde de ontem, que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, mentiu ao ser questionado sobre irregularidades cometidas durante sua gestão, inclusive, como subprocurador, à frente do órgão. Como argumento, Collor apresentou diversos documentos que comprovariam as mentiras do procurador, a exemplo de contratos firmados ilegalmente e que resultaram em prejuízo milionário ao erário, além de advogar contra a União em diferentes casos, abrigar criminosos procurados pela Interpol em sua residência e nomear um diretor responsável pela sua campanha para um cargo na PGR. De acordo com Collor, na sabatina Janot não disse quem é, onde trabalha e qual a sua relação com Fernando Antônio Fagundes Reis, ?mentindo sobre a sua atuação no caso ORTENG/Braskem/Petrobras, sobretudo porque, no seu exercício como advogado, cumulativamente com o de subprocurador-geral da República, atuou em desfavor de empresa com participação da União?. No discurso, o parlamentar apontou ainda que este não foi o único caso em que o procurador atuou contra a União, apesar de fazer parte do quadro do Ministério Público Federal (MPF) há 31 anos. ?Ele alegou na sabatina que a empresa contra a qual advogou à época não era a Braskem e sim a TRIKEM, de capital privado, e que somente depois de extinta a ação é que a Braskem incorporou a TRIKEM. Pois bem, mais uma vez, Janot mentiu. Tenho aqui documento provando que a tal TRIKEM alegada por ele foi comprada pela Braskem em 2003 e não em 2012, como ele afirmou. Portanto, ele advogou, sim, contra a União, na figura da Braskem, mesmo sendo subprocurador-geral da República. E mais, com o movimento da ação posterior a 2012, ou seja, depois da suposta extinção do caso alegada por ele?, denunciou. Mais uma vez, aponta o senador, o procurador mentiu ao omitir a ligação com seu assessor especial, Raul Pilati Rodrigues, com a empresa de comunicação Oficina da Palavra. Segundo Collor, nos últimos meses, a empresa que é ligada ao assessor de Janot ganhou contratos com o Ministério Público Federal (MPF) sem licitação, inclusive, com o recebimento de aditivos. Sobre o tema, Collor afirmou que o procurador-geral mentiu ?do início ao fim, negando o óbvio, dito até mesmo pelos próprios servidores da Secretaria de Comunicação Social da PGR?. ?Todo o processo de contratação da Oficina da Palavra foi viciado, sem licitação, e os serviços prestados pela empresa foram objeto de questionamentos internos, tanto que um dos contratos está sendo contestado juridicamente pela própria PGR. Pior ainda, em relação à questão de Raul Pilati Rodrigues. Janot, que, depois desse contrato assinado nomeou-o diretor da Secretaria de Comunicação Social da PGR, negou que ele era também diretor e um dos sócios da Oficina da Palavra. Alegou que tão somente era executivo de uma outra empresa do grupo, a In Press Comunicação, e que havia se desligado antes de assumir o cargo na PGR. Pois bem, mostrei documento comprovando que Raul Pilati era, sim, diretor da Oficina da Palavra?, emendou o senador.

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