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Elei��o pode parar na Justi�a

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A apenas um mês do pleito, o processo eleitoral para escolha dos novos conselheiros tutelares do Estado continua tumultuado e sendo alvo de reclamação de parte dos candidatos. Após a tentativa frustrada de derrubar a etapa de seleção prévia, que serviu de ?peneira? para definir quem disputará os cargos, agora um grupo de pré-candidatos reprovados na prova eliminatória busca a Justiça e o Ministério Público Estadual (MP) para tentar reaver a chance de participar da eleição em Maceió. Eles denunciam irregularidades nas provas, que teriam prejudicado os 27 reprovados. O grupo argumenta que o exame foi mal elaborado, que havia erros no cartão de respostas ? o ?gabarito? ? e afirma que as provas não foram transportadas ao local em um pacote inviolável. Eles também questionam a correção dos testes e reclamam do grau de dificuldade. Com o auxílio de advogados, eles pretendem provocar o Ministério Público e não descartam ingressar com ações na Justiça para tentar garantir a candidatura. Renato Honorato, um dos pré-candidatos reprovados, relata divergências na correção de uma mesma questão contida em dois tipos de prova diferentes. ?A questão era igual, mas minha resposta foi dada como certa e a de um colega, que respondeu a mesma coisa, foi tida como errada?, disse. Segundo ele, os advogados já confrontaram os três tipos de prova e também encontraram inconformidades. ?Sem falar que a prova foi feita numa escola em frente a uma feira de domingo, no Jacintinho, e não havia o silêncio necessário para a gente se concentrar. O local foi inadequado. As provas chegaram à sala num saco plástico, daqueles de lixo, e o meu gabarito tinha uma alternativa a mais em uma das questões?, afirmou Honorato. A presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDAC), Ubiratânia Amorim, explica que os recursos apresentados pelos reprovados estão sendo analisados e o resultado sobre o deferimento será publicado no Diário Oficial do Município da próxima terça-feira. Ela defende a qualidade da prova e diz que as questões estavam de acordo com o conteúdo exigido. ?A prova é feita com base na legislação. Não teve nenhuma questão que tenha fugido do conteúdo programático, que é a legislação que trata do direito da criança e do adolescente. E a prova foi bem elaborada, com certeza?, disse a presidente, informando que o material foi preparado pelas mesmas pessoas que ministraram o curso preparatório e que foram enviadas pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda).

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