Política
Crise tira interesse de prefeitos na reelei��o
As crises econômicas dos últimos 30 anos nunca desestimularam os políticos a disputar mandatos. Pelo contrário, eles gastaram fortunas para garantir cadeiras nos parlamentos e nas prefeituras. Desta vez, a situação econômica e política que intranquiliza o País causa um efeito inusitado entre os prefeitos com condições de disputar a reeleição em Alagoas, em 2016. A maioria só pensa em terminar bem o mandato, ninguém quer falar de reeleição e quase todos admitem a possibilidade em desistir da disputa. Com a popularidade em baixa por conta dos pagamentos dos credores e salários atrasados, das demissões e com os serviços essenciais praticamente parados, os administradores municipais não sabem como vão fazer para pagar as folhas de dezembro e o décimo terceiro salário. A situação é pior nas pequenas prefeituras dos municípios pobres do Sertão e Agreste do Estado. ?Ninguém quer saber de reeleição nas prefeituras neste momento?, revelou o presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) e prefeito de Jequiá da Praia, Marcelo Beltrão (PTB). ?A maioria dos que está em condição de reeleição pensam em sair do processo eleitoral?. Aí surge outra preocupação do presidente da AMA. ?Com os atuais prefeitos fora do processo sucessório, há o risco de aparecer pessoas despreparadas ou com má intensão para disputar as prefeituras. Se essas pessoas forem eleitas pode piorar a situação, que já é bem ruim. É preciso que políticos e eleitores tenham serenidade e bom senso?, avalia Beltrão, que nas últimas semanas tem visitados os municípios para explicar aos administradores e à população as dificuldades econômicas que os País vive e os efeitos na economia local.