Política
Prefeituras podem fechar hospitais
Na tentativa de combater a crise financeira que aflige os municípios de Alagoas, vários prefeitos têm anunciado cortes de gastos e medidas que incluem demissões de trabalhadores contratados e comissionados. Mesmo assim, alguns gestores sequer sabem o que fazer, para manter em dia o pagamento a fornecedores e até mesmo as contas de água e energia elétrica. Em busca de soluções coletivamente, eles se reúnem, amanhã, às 14h, na sede da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA). Parte dos prefeitos não descarta fechamento de hospitais, redução nos PSFs e até mudança no cardápio da merenda dos estudantes. ?Vamos tomar decisões em comum. A situação está muito difícil?, declarou o prefeito de Limoeiro de Anadia, Marlan Ferreira (PP). Segundo ele, a situação mais complicada para administrar tem sido a da área da saúde, onde, conforme o gestor, houve redução de recursos de aproximadamente 32% em relação ao mesmo período do ano passado. Como saída, ele já pensa em demitir contratados e comissionados, a maior parte em atuação em programas criados pelo governo federal com contrapartida das prefeituras. ?Como fiz concurso público são poucos os contratados?, ressaltou. No início deste ano, o prefeito de Limoeiro de Anadia já havia promovido demissões de comissionados e teve de enfrentar até mesmo a suspensão de serviços públicos na localidade, devido ao corte no fornecimento de energia elétrica em prédios públicos por falta de pagamento. Até mesmo cidades de maior porte, como Arapiraca, a prefeita Célia Rocha (PTB) também já havia adotado medidas de contenção de despesas, nos últimos meses, que incluíram a redução de salários de secretários, além do dela e do vice-prefeito, diminuição de gastos com viagens e eventos, entre outras decisões implantadas através de decreto.