Política
90% das prefeituras param
A decisão das prefeituras alagoanas de fechar as portas por uma semana, começando ontem e só reabrindo na próxima segunda-feira, teve a adesão de 90% dos prefeitos, segundo a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA). Mas a medida dividiu opiniões não só entre os gestores municipais. Ontem, o governador Renan Filho (PMDB) falou sobre o protesto dos prefeitos. ?Vejo com muita dificuldade a situação dos prefeitos, compreendo o processo que eles estão passando, aliás, o governo do Estado passa igual. A queda do FPE é igualzinha à do FPM, pois eles são formados pelas mesmas arrecadações. Esse mês também tivemos uma queda na primeira parcela do FPE superior a 33%. Mas eu não vejo parar as prefeituras como uma solução correta. Porque a população não pode pagar de novo. A crise acontece, o desemprego está aumentando, e aí, se as prefeituras param, elas criam mais dificuldades para as pessoas?, analisa. Renan Filho também disse que ?entende a dificuldade de todos?, mas fez um apelo para que os prefeitos voltem a oferecer os serviços públicos à população. ?Que as prefeituras que quiserem protestar, protestem em serviços que não afetem o cidadão. Um povo com autoestima baixa tem muito mais dificuldade de sair da crise. Em Alagoas, o governo vai manter todos os seus serviços funcionando e, aliás, ampliando?, diz Renan. Já o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), disse que apoia o movimento, mas que só vai fechar a prefeitura da capital na próxima sexta-feira, último dia da mobilização. ?Não temos como parar por uma semana, porque isso geraria prejuízos para a prefeitura, mas vamos parar na sexta-feira, sem prejudicar a população. Vamos parar uma parte dos serviços administrativos, mas serão mantidos os atendimentos de saúde, educação, assistência social. Precisamos ficar solidários. A primeira parcela do FPM deste mês teve uma queda de 38% com relação ao mesmo período do ano passado e isso prejudica os municípios?. Ele disse que todos estão esperando o pacote de cortes de gastos que vai ser anunciado pela presidente Dilma Rousseff e que esperam que, com isso, o Brasil possa começar a se recuperar.