Política
Defesa Social promete esclarecer Caso Cremilda
O secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino garantiu ontem que vai até as últimas conseqüências para esclarecer a morte da policial militar Cremilda Gomes Guimarães, 32 anos, encontrada morta com um tiro na testa num posto PM-Box da escola Domício Dantas, na Jatiúca, no dia 11 de outubro de 2001. O compromisso foi firmado durante a sessão pública da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Vereadores de Maceió. A sessão reuniu os famíliares de Cremilda que não aceitam a tese de suícidio dos laudos emitidos pelo Instituto de Criminalística de Alagoas. A tese de suicídio foi contestada a partir do segundo laudo do vereador e legista George Sanguinetti, que fora convocado pela família para atuar no caso. Sanguinetti repetiu: ?Cremilda foi assassinada. Os estudos técnicos indicam que não há como sustentar a tese de suicídio?. A mãe da Policial, a senhora Cândida Maria Torres também foi taxativa: ?Minha filha foi assassinada. Ela não tinha motivo para se matar. Por isso, queremos um terceiro laudo, se possível com peritos criminais de outro Estado?. O processo sobre o caso está no Tribunal de Justiça. O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, vereador Thomaz Beltrão (PT) comovido com o sofrimento da família prometeu:. ?Vamos cobrar a verdade sobre este caso?. Como primeiro gesto, disse que segunda- feira a sua Comissão estará solicitando que o Judiciário remeta o processo para a polícia realizar a exumação do corpo, fazer novas perícias e retomar as investigações. ?O crime é cercado de contradição. Queremos apenas a verdade?, frisou Beltrão.