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Collor representa Rodrigo Janot por improbidade

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O senador Fernando Collor (PTB) protocolou junto à Corregedoria Nacional do Ministério Público Federal, ontem, uma reclamação disciplinar contra o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Exercício ilegal da advocacia, contratação sem licitação da empresa Oficina da Palavra, vazamento deliberado de investigação, nomeações irregulares de servidores, atuação político-partidária, e seletividade na investigação de suspeitos estão entre as queixas apresentadas pelo senador. Collor também fez uma representação contra Janot no Senado Federal, instituição competente para apurar, processar e julgar autoridades por crimes de responsabilidade. Na Corregedoria do Ministério Público, Collor apresentou uma reclamação extensa, com mais de 50 páginas e 21 documentos comprobatórios anexos, na forma de reclamação disciplinar, por atos de improbidade administrativa e de decoro pessoal que Rodrigo Janot teria praticado à frente da PGR. Na representação, o senador pede a abertura de procedimento administrativo para apuração de todos os fatos, com o depoimento de dezoito pessoas, além de sindicâncias e ofícios, requerendo, ainda, a demissão do procurador, além da cassação de sua aposentadoria. Entre as pessoas que devem prestar depoimento está o presidente da Associação dos Delegados da Polícia Federal, Marcos Leôncio, que, em entrevista à imprensa, confirmou que houve uma reunião entre integrantes da Procuradoria-Geral com agentes da polícia, com o objetivo de direcionar as investigações da Operação Lava Jato, sobretudo no tocante ao senador Fernando Collor e ao presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB). ?O que queremos deixar bem claro é que a denúncia contra Collor e Cunha foi uma estratégia, uma definição da PGR?, revelou o delegado. Na representação protocolada no Senado, Collor se reporta também a diversos crimes que o procurador-geral teria praticado, ?especialmente as mentiras, tergiversações e lacunas nas respostas deixadas pelo procurador durante a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, no dia 26 de agosto?. O senador também requer abertura de processo, oitivas e diligências para, ao final, solicitar o impeachment de Rodrigo Janot.

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