Política
Poderes devem pressionar ALE por mais recursos
O anúncio dos cortes do governo nos recursos esperados pelos Poderes, em R$ 121 milhões na Lei Orçamentária Anual (LOA), tem preocupado os presidentes dos principais órgãos do Estado. Tribunal de Justiça, Ministério Público, Tribunal de Contas e Assembleia Legislativa planejavam expandir suas ações administrativas. A repercussão nos bastidores, entretanto, é que cada um, a seu modo, deve tentar resolver a questão politicamente, mesmo sabendo que do ponto de vista técnico, a decisão do Executivo segue fielmente as orientações do secretário Estadual da Fazenda, George Santoro. Ainda assim, o presidente do TJ, desembargador Washington Luiz, vai buscar meios de evitar que a ?tesoura? que eliminou R$ 45 milhões de sua projeção orçamentária possa ser amenizada. Washington Luiz não se posicionou, oficialmente, mas deixou claro para assessores do governo que foi pego de surpresa com o anúncio, principalmente por sugerir que o órgão é o que mais gasta. A Gazeta tentou obter mais detalhes, mas ele prefere aguardar a evolução do debate no Poder Legislativo, onde a LOA terá que ser discutida por meio de sessão pública. O procurador-geral de Justiça, Sérgio Jucá, também ainda não se posicionou oficialmente, entretanto, já vem sofrendo uma defasagem de recursos desde o ano passado quando o duodécimo do Ministério Público Estadual (MP) sofreu uma queda. Do ponto de vista administrativo, ele tem a missão de tentar ampliar a estrutura da ação do MP no interior, por conta do aumento da demanda que tem sobrecarregado dezenas de promotores de Justiça. Conforme o anunciado pelo governo, o corte do que foi proposto pelo órgão foi de R$ 27 milhões. No Legislativo, onde o governo tem maioria e não deve encontrar resistência, o corte de R$ 18 milhões ainda não provocou ruídos, até porque, por conta do feriado da última quarta-feira, os deputados só voltam a se reunir agora na próxima semana.