Política
Aumento de vereadores n�o deve ser aprovado
A polêmica proposta de aumento do número de vereadores de Maceió não deve vingar, na opinião do presidente da Casa, vereador Kelmann Vieira (PMDB). Em entrevista à Rádio Gazeta, ontem, o presidente disse que a movimentação na Câmara já sugere que a proposta não deve ser aceita pelos vereadores e afirmou que a mudança implicaria em aumento de gastos para o município. O requerimento apresentado pelo G8 ? grupo formado por oito partidos políticos ? argumenta que, com o crescimento populacional de Maceió, a cidade já comporta mais vereadores, de acordo com a Constituição Federal. Eles pleiteiam mais dez cadeiras na Câmara e tentam adiantar a decisão para que a mudança já valha nas eleições do próximo ano. Para Kelmann, em um momento como o atual ? de crise econômica e política ? não há espaço para se pensar em aumentar custos. ?Essa é uma questão que não cabe na nossa pauta, nessa agenda política. Não é demagogia, é que com tantos problemas e essa crise política sem precedentes, não tem como aumentar custos e gastos?, disse Vieira. O presidente também rebateu os argumentos de que os vereadores contrários à elevação de cadeiras não querem ter que dividir o duodécimo por mais parlamentares. Segundo ele, essa teoria cai por terra com a possibilidade de pedidos de suplementação orçamentária ao Executivo. ?Já houve quem dissesse que o aumento de vereadores apenas faria com que o mesmo duodécimo fosse repartido para mais pessoas. De início, isso é uma verdade, mas não impede que lá na frente se peça uma suplementação ao Executivo?, explicou o presidente da Casa. ?Quem conhece a política sabe que não é assim. Todas as vezes em que se precisou aumentar gastos foi pedido um aumento de duodécimo. Em todos os poderes?.