Política
Collor homenageia presidente nacional das Apaes
Por meio de uma proposição apresentada pelo senador Fernando Collor (PTB), o Senado Federal homenageou, em sessão solene realizada na manhã de ontem, a presidente da Federação Nacional das Apaes, Aracy Maria de Silva Lêdo, por sua contribuição à causa das pessoas com deficiência. Ela recebeu a Comenda Dorina Gouveia Nowill. Além de Aracy, outras cinco pessoas ligadas ao trabalho com deficientes foram homenageadas, entre elas, a ex-deputada federal Rosinha da Adefal. Em entrevista à imprensa, o senador Fernando Collor lembrou que ?todos aqueles que experimentaram a convivência contínua e cotidiana com uma pessoa com deficiência sabem bem que a maior dificuldade do ser humano é amar, orientado, sobretudo, pelo preconceito?. A sessão também foi destinada a comemorar o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência. ?A deficiência de amar é a que nos impede de perceber os apelos que vêm de todos aqueles que não podem falar. É também a que nos impede de compreender o especial sentido, a inconcessa importância, a formidável beleza, a extraordinária riqueza dos diferentes e da diferença. Trata-se de deficiência sorrateira, de incidência crescente, acometendo os que, nos estacionamentos, ocupam as vagas reservadas aos idosos e às pessoas com mobilidade reduzida?, destacou Collor. De acordo com o senador, Aracy Lêdo não sofre da chamada deficiência de amar, já que tem uma história em defesa da inclusão social. Aposentada, ela começou a trabalhar na Federação das Apaes do Rio Grande do Sul. Após anos de dedicação, chegou à presidência da federação no estado, além de assumir a Secretaria Municipal de Acessibilidade e Inclusão Social de Porto Alegre, a primeira do gênero no País. Em seguida, foi eleita e reeleita Presidente da Federação Nacional das Apaes. ?Quero render as nossas homenagens pelo alcance de suas ações, especialmente, pela proteção, pela atenção integral, pela inclusão social. Que vocês, homenageadas, continuem a nos ajudar a combater esta cultura do ódio e da indiferença que devasta a sociedade brasileira. Que vocês continuem a nos revelar a força, a beleza e o revolucionário da excepcionalidade. Que vocês continuem a nos ensinar que a vida só vale a pena quando é dádiva?, frisou o senador. Ainda durante a entrevista, Collor lembrou que o movimento apaeno (criação e desenvolvimento dos trabalhos das Apaes) surgiu por iniciativa de Beatrice Bemis, uma norte-americana que se viu no Brasil com uma filha com Síndrome de Down numa época em que o País era absolutamente carente de políticas públicas destinadas à proteção e à inclusão das minorias.