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Em Quebrangulo, prefeito se inspira em modelo de gest�o de Graciliano

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Entre as 102 prefeituras de Alagoas, pelo menos 90 têm como principal receita a arrecadação do FPM. A maioria enfrenta dificuldades financeiras para pagar a folha do funcionalismo, os fornecedores e manter setores essenciais como saúde e educação. Tanto que a maioria dos 60 prefeitos em condições de disputar a reeleição praticamente já desistiu de participar do pleito no próximo ano, por conta da crise econômica que provoca recessão nos setores públicos e privados e compromete a popularidade dos gestores. Entre as prefeituras dependentes do FPM, uma das mais equilibradas financeiramente, apesar da crise, é a de Quebrangulo, município distante 120 quilômetros de Maceió. O prefeito Manoel da Costa Tenório (PSDB) adotou o modelo de gestão semelhante ao aplicado pelo filho mais ilustre da cidade, o escritor Graciliano Ramos. Graciliano foi prefeito de Palmeira dos Índios, cidade vizinha a Quebrangulo. Ao prestar contas da administração dele (década de 1930), demonstrou ter executado uma gestão com equilíbrio entre receita e despesa. Os principais atos políticos que Graciliano adotou para aumentar a receita foram: extinguir favores largamente concedidos a pessoas que não precisavam deles e pôr fim às extorsões que afligiam ?os matutos de pequeno valor, ordinariamente raspados, escorchados, esbrugados pelos exatores (cobradores de impostos)?. Manoel Tenório, ao demonstrar conhecer o escritor e o político Graciliano Ramos, avaliou que as medidas adotadas pelo conterrâneo na década de 30, na Prefeitura de Palmeira Índios, proporcionaram o equilíbrio administrativo municipal. ?As duas grandes medidas adotadas na gestão dele [Graciliano Ramos] foram: a de controle de despesas e de aumento de receita. Daí, passou a executar obras de interesse da comunidade, obras de interesse coletivo. Essas atitudes do mestre Graça são as mesmas que precisamos adotar hoje, ou seja: ter controle entre receita e despesa. Não se pode gastar o que não tem?.

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