Política
Crise amea�a Canal do Sert�o e Minha Casa em AL
A crise econômica e política no Brasil levou o governo federal a contingenciar os recursos federais para estados e municípios. No caso particular de Alagoas, ocorreu retração de pelo menos 30% dos investimentos financeiros nos grandes projetos estruturantes, dentre eles o Canal do Sertão e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Minha Casa Minha Vida 3, para trabalhadores de baixa renda. O reflexo do contingenciamento pode ser visto nos canteiros das grandes obras: máquinas quase parando e demissões em massa. Para evitar um estrago maior, a bancada federal capitaneada pelo governador Renan Filho (PMDB) com o apoio do pai dele, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), entraram em campo para evitar que as obras e as máquinas parem de vez. Alguns secretários estaduais, como a de Infraestrutura, Aparecida Machado, e o de Transporte e Desenvolvimento Urbano, Mosart Amaral, vivem em Brasília. Semanalmente fazem peregrinações nos ministérios envolvidos com obras estruturantes em busca de recursos. Até agora as ações políticas em Brasília apresentam resultados animadores. Apesar dos cortes financeiros e a retração nos investimentos, Alagoas recebeu, até setembro, para as obras de infraestrutura, mais de R$ 387,6 milhões. O montante chama a atenção porque em todo o ano passado, quando não havia crise e nem contingenciamento dos recursos federais, o Estado recebeu R$439,9 milhões. Para as áreas de transportes e de desenvolvimento urbano os recursos liberados possibilitam a execução de obras pequenas que chegam à casa dos R$ 10 milhões. Os grandes projetos como duplicação da AL-101 Norte, o VLT e a continuação da duplicação da AL-101 Sul, que dependem de somas que ultrapassam R$ 500 milhões, continuam em ritmo lento.