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Sem dinheiro, construtoras demitem pessoal

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A maioria das construtoras que executa obras financiadas pelo governo federal em Alagoas trabalha em ritmo lento e por conta do contingenciamento. Elas tiveram que reduzir em pelo menos 70% o quadro de operários. ?As obras do Minha Casa Minha Vida não pararam. Mas as empresas reduziram os investimentos em mão de obra porque houve uma retração nos repasses financeiros?, explicou o construtor Eimar Francis, que faz parte de um consórcio de empreiteiras que constrói 3.148 unidades habitacionais no município de Rio Largo, região metropolitana de Maceió. No canteiro de obra tinha mais de 800 operários, agora tem menos de 200. A maioria das máquinas parou de funcionar. Um dos engenheiros, Henrique Dumont, confirmou que as obras da segunda etapa da construção das casas andam de forma lenta. Explicou ainda que alguns estão em fase de acabamento e outros por problemas estruturais e falta de recursos. O governo federal realmente fez um contingente de recursos para este setor do Minha Casa Minha Vida, que atende os trabalhadores com rendas mais baixas, confirmou a secretária estadual de Infraestrutura, Aparecida Machado, ao explicar o motivo da redução de ritmo de trabalho nos canteiros de obra. As empresas, segundo ela, reduziram os investimento em pessoal por conta da redução dos recursos para os projetos. Tanto que Aparecida Machado previu: ?O governo deve entregar, até o final de outubro, mais de cinco mil casas na Mata do Rolo, em Rio Largo.

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