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Crise econ�mica amea�a indicadores sociais de AL

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Ao entregar equipamentos para as forças de segurança, há duas semanas, o governador Renan Filho (PMDB) afirmou que Alagoas, mesmo com dificuldades financeiras, abandonou as velhas práticas e não fica mais esperando que o vizinho venha ajudar a consertar o banheiro quebrado de casa. Ela se esforça, junta o pouco ?dinheirinho? que tem e faz as obras necessárias com as próprias mãos. Com a metáfora, onde o ?vizinho? seria o governo federal, Renan Filho quis deixar claro que o Estado tem assumido a responsabilidade por setores básicos, como segurança e saúde, sem esperar pela ajuda de Brasília. As saídas internas encontradas pelo governo para realizar investimentos e tentar melhorar os baixos indicadores ainda ostentados por Alagoas parecem interessantes; no entanto, não se sabe até quando elas serão suficientes para segurar o peso da maior crise econômica do País nas últimas duas décadas. Essa é uma das preocupações de especialistas, que estão atentos aos movimentos econômicos e políticos e suas implicações para a população. A cientista política Luciana Santana, professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), alerta para a dificuldade de manter os indicadores sociais em um patamar razoável caso a crise se estenda por um largo período. ?Em um tempo curto, tentam-se outras saídas, usa-se os recursos do próprio Estado e também se criam soluções ?domésticas? ? você tentar enxugar um pouco a máquina administrativa, reduzir os custos? Agora a gente tem que ver quanto tempo vai durar essa crise, porque a depender do tempo, aí, sim, esses indicadores passam a ser afetados de forma bastante grave?, avalia. Por enquanto, as alternativas encontradas pelo governo local podem amortizar os impactos da crise, na opinião da especialista: ?Acho que tem um prejuízo, sim, mas Alagoas, até por ter um governador que é da base aliada do governo federal, tem como pensar em alternativas para minimizar esses riscos. Então eu acredito que o impacto não seja tão oneroso para o Estado, se a gente pensar no ?hoje??, avalia. ?Mas com uma crise de longo prazo, fica difícil manter os indicadores em várias áreas. Além do desemprego, atinge-se a segurança, educação, saúde e a própria infraestrutura?, complementa.

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