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Governador busca unanimidade pol�tica / Parte III

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Poder de Suruagy O ex-governador e hoje ex-deputado federal Divaldo Suruagy, (PSD) foi um dos que tanto perseguiram a unanimidade política. Entre os eleitores, durante muito tempo, era tido como um deus. Apadrinhou muitos, apoiou diversos projetos políticos, trabalhou o tempo como conciliador e apesar da extensa carreira política, foi abandonado pelo amigos do poder, afirmam seus mais fiéis amigos Suraugy é um dos poucos políticos brasileiros que completa 41 anos de vida pública com um currículo que só três pessoas têm no País: Antônio Carlos Magalhães (PFL/BA) e Gilberto Mestrinho (PMDB/AM). Ele começou sua carreira como prefeito de Maceió, logo em seguida se elegeu deputado estadual, foi presidente da Assembléia Legislativa, também se elegeu duas vezes como deputado federal; dois mandatos de senador e três vezes governador. No último mandado não teve o apoio financeiro do presidente Fernando Henrique. Sem dinheiro, sua administração degringolou a tal ponto que deixou as folhas dos servidores atrasar até 11 meses, o que gerou uma grande revolta. Os escândalos fortaleciam a oposição. No dia 17 de julho de 1997, diante de um iminente confronto entre servidores revoltados e tropas federais, o politico que chegou a ser o mais amado dos alagoanos foi obrigado a se afastar do governo para dois meses depois renunciar. Neste clima de profunda confusão administrativa, surge Ronaldo Lessa como o aglutinador das forças de esquerda. Hoje Suruagy é uma espécie de observador político. Se volta à política? Até ele acha difícil. Considera ter sido vítima de uma situação política adversa. Pela primeira vez, aceitou fazer um rápido comentário sobre o governo de Ronaldo Lessa. Cada pronunciamento foi cauteloso e manteve seu estilo de nunca atacar. Sobre a reforma administrativa em curso, considerou que Ronaldo Lessa está mostrando um estilo próprio e coerente com sua linha e trajetória política ?É um fato novo na política alagoana as mudanças que estão em curso na estrutura administrativa. Elas devem gerar reflexo na estrutura política?. Se vai dar certo? Suruagy considerou que ?Tudo vai depender agora da equipe técnica do governo. As condições para implementar a reforma administrativa são extremamente favoráveis, pois existe uma parceria entre os poderes e a sociedade civil organizada?. Suruagy acrescentou, ainda, que as reformas acontecem num momento de mudanças na estrutura federal. ?As coisas estão entrelaçadas. O sucesso dos novos projetos e da administração federal podem ter reflexos positivos em Alagoas?. Outro fato novo, segundo Divaldo Suruagy, é que a reforma delega poderes à equipe de governo, cria figura que a imprensa trata de supersecretários. ?Os supersecretários, pelo que imagino, vão dar maior capacidade de interlocução no campo político- administrativo. Quer dizer, o governador cuida da política macro do Estado. O poder estará dividido e com responsabilidades?. As chances de este projeto dar certo e evoluir, na avaliação do ex-governador, vai depender muito os supersecretários e da vontade política das forças de sustentação do projeto. ?Do ponto de vista popular, o governo já tem este respaldo garantido através das urnas?. O ex-governador disse que de sua parte não haverá oposição. Muito pelo contrário. ?Todos que querem o bem de Alagoas vão torcer para que o projeto de reforma evolua e traga bons frutos para a população?, finalizou.

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