Política
M�fia da quimioterapia pode parar em CPI
A denúncia feita pelo deputado estadual pastor João Luiz (DEM), de que há em Alagoas uma ?máfia da quimioterapia?, pode ser investigada pela Assembleia Legislativa Estadual (ALE) por meio de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Foi o que revelou o próprio parlamentar, na tarde de ontem, ao rebater o presidente do Sindicado dos Médicos, Wellington Galvão. João Luiz, na semana passada, ao relatar o drama de algumas pessoas as quais ajuda, disse que a postura de algumas unidades de saúde, em optar pela quimioterapia ao invés de cirurgias, revela o ?descaso com a vida humana?. Conforme teria apurado, e voltou a revelar na tarde de ontem, a opção pelo que classificou de ?paliativo? é por conta dos valores envolvidos. Segundo revelou, a cirurgia paga pela tabela do SUS não chega a R$ 400, enquanto as sessões podem chegar a mais de R$ 1 mil. A revelação foi duramente criticada pelo presidente do Sinmed, que chegou a recomendar que João Luiz fosse estudar medicina, para justificar o seu desconhecimento. ?O presidente do Sinmed deveria respeitar o que se faz aqui. Me respeite porque não fui eleito para ser catenga e concordar com tudo?, disparou João Luiz da tribuna da Casa. Num pronunciamento ?recheado? de citações a matérias e da confirmação da secretária Estadual da Saúde, Rozangela Wyszomirska, de que há uma ?desorganização? no tratamento oncológico em Alagoas, ele voltou a sustentar suas críticas. ?Enquanto o presidente do Sinmed diz que não há, a secretária é honesta e reconhece o problema?, disse o deputado.