Política
Dilma deve perder o mandato, diz Nardes
Ao participar, ontem, em Maceió, da abertura do Primeiro Encontro de Controladorias do Estado de Alagoas, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) João Augusto Nardes, relator das contas rejeitadas do governo federal rebateu, a afirmação do ex-presidente Lula de que ?a pedalada fiscal? praticada pela presidente Dilma Rousseff teria sido para beneficiar os programas sociais Minha Casa Minha Vida e o Bolsa Família. ?Não foram só para esses dois programas que eu também defendo e considero importantes, houve também empréstimos em bancos para empresas, empréstimos externos para empresas, ou seja, não foram só programas sociais. Foram R$ 106 bilhões e eu enumerei isto?, disse o ministro. Esta foi a primeira aparição pública do ministro Augusto Nardes depois da votação do TCU que rejeitou as contas da presidente Dilma. Nardes explicou que, ao examinar as contas da gestão de 2014 da presidente da República, além de fazer o trabalho dele como relator do processo, a intenção foi de ajudar os governos federal, estaduais e municipais para que adotem medidas preventivas a fim de evitar as pedaladas fiscais e que se cumpra a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). ?A lei é muito clara: em época eleitoral não pode se gastar mais do que se arrecada. E foram gastos R$ 106 bilhões, ou seja, muito dinheiro no período eleitoral?. As consequências para a população, segundo o ministro, foram danosas. ?O que foi que aconteceu depois: se aumentou a luz, a água, telefone, combustível, agora tem aumento de todos os impostos, querem trazer também a CPMF... Quem está pagando esta conta é o povo brasileiro. Portanto, não pode se tomar medidas no período eleitoral e depois passar a conta para o consumidor, o contribuinte... Então, tem que ter limites e o que nós estabelecemos, de forma histórica, foi uma mudança no comportamento do TCU de apreciar, recomendar ou rejeitar as contas para que fique como uma orientação para todos os Tribunais de Contas dos Estados e dos Municípios, e também para os governos não gastarem mais do que se arrecada?.