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CGU v� irregularidades em 50% dos casos

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O governo concede auxílio-doença sem ter certeza que os beneficiários estão incapacitados para o trabalho, segundo auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU). No ano passado, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) desembolsou R$ 21 bilhões para pagar o benefício, que só deveria ser dado a quem se acidentou ou ficou doente e não pode trabalhar. A CGU analisou uma amostra de 9.461 laudos periciais médicos selecionados de forma aleatória de um universo de 826.183 benefícios pagos. 53% dos laudos não possuíam elementos mínimos para atestar a incapacidade. Em alguns casos, não estava preenchida a ocupação do segurado nem a data do início do problema médico. O auxílio é dado para quem, por motivo de doença ou acidente, fica impedido de trabalhar por mais de 15 dias seguidos. No caso dos trabalhadores com carteira assinada, exceto os domésticos, os primeiros 15 dias são pagos pelo empregador e a Previdência Social paga a partir do 16.º dia de afastamento do trabalho. Para os demais segurados, a Previdência paga o auxílio desde o início.

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