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Erro de avalia��o da diplomacia brasileira come�ou h� 15 anos

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Ainda ontem, o senador destacou que, já no começo da década de 2000, houve um claro erro de avaliação da diplomacia brasileira. Ele lembrou que as análises que previam a construção de uma nova ordem econômica internacional, liderada pelo BRICS, ou seja, o grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, eram pelo menos açodadas, como também foram imprudentes ou um pouco precipitadas, segundo Collor, as informações sobre as condições ou a decadência dos Estados Unidos e das economias industrializadas ocidentais. Nos últimos anos, os países do BRICS tiveram seu crescimento diminuído, perdendo o dinamismo que lhes daria liderança global, como previa o governo brasileiro. ?Com a diminuição de demanda por commodities, inclusive minerais, a opção brasileira por ênfase no consumo interno já prejudica nossa economia. Assim, a aposta da diplomacia brasileira no BRICS, como bloco de atuação internacional, terá escassos resultados, pois, são países com situação muito assimétrica. Como exemplo, a China e a Rússia consideram-se naturalmente em patamar de grandes potências, que procuram tratar de igual para igual com os Estados Unidos. Não se colocam como economias emergentes e têm peso estratégico próprio, o que não acontece com o Brasil?, discorreu. Outro ponto alvo de questionamento pelo parlamentar diz respeito à escolha da diplomacia brasileira a favor da rodada Doha, em detrimento de acordos de livre comércio. Para o senador, a escolha deixou o Brasil em situação de isolamento, que deve se agravar com a implantação de grandes espaços econômicos. Ele lembrou ainda que, enquanto a diplomacia do Brasil concentrava esforços no multilateralismo e na rodada Doha, parcela importante de protagonistas do comércio internacional buscava, com êxito, acordos de livre comércio.

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