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Ufal vai �s urnas com tr�s candidatos a reitor

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Com 26 mil alunos, três campi e o terceiro maior orçamento do Estado - cerca de R$ 670 milhões no ano passado ?, a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) vive, a cada quatro anos, um clima de disputa política digno das campanhas eleitorais para cargos no Executivo e Legislativo. Na próxima quarta-feira, após vários adiamentos, a comunidade acadêmica finalmente ?elege? o reitor e o vice-reitor que devem dirigir a universidade no quadriênio 2015-2019. Três chapas formadas por professores disputam os cargos com uma extensa lista de propostas para gestão da instituição. O cronograma da consulta pública foi atrasado principalmente por causa da greve que parou a Ufal por quatro meses. Agora, a corrida é para enviar, o quanto antes, a lista tríplice com a votação dos candidatos para o Ministério da Educação (MEC), a quem cabe a escolha do novo reitor. Historicamente, o MEC acolhe a consulta popular e consagra o mais votado. Em campanha intensa, as três chapas concorrentes passaram as últimas semanas peregrinando pelas salas de aula espalhadas em todo o estado. A chapa 1 é composta por Valéria Correia, diretora da Faculdade de Serviço Social, que tem como candidato à vice José Vieira, coordenador do curso de História do Campus do Sertão. A candidatura 2 tem a atual vice-reitora Rachel Rocha na cabeça de chapa e José Carlos, diretor do Instituto de Matemática, como vice. A terceira chapa é formada por Márcio Barbosa, presidente da Adufal (Associação dos Docentes da Ufal), e Eliane Cavalcanti, diretora do Campus Arapiraca. A Gazeta conversou com os três candidatos a reitor sobre questões importantes acerca da única universidade federal do estado. Um dos temas mais latentes, após sucessivos contingenciamentos do governo federal no orçamento destino à educação, é a provável dificuldade que os eleitos enfrentarão para gerenciar uma instituição desse porte com cortes financeiros. Na opinião do candidato Márcio Barbosa, doutor em Matemática, será preciso criatividade, mas também empenho para melhorar a execução orçamentária, já que, segundo ele, a Ufal acabou devolvendo grande parte dos recursos recebidos em 2014 por falta de aplicação.

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