Política
Prefeituras n�o t�m como pagar folha de dezembro e 13� sal�rio
Os efeitos do deficit de R$ 110 bilhões nas contas do governo federal, da falta de investimentos federais em projetos estruturantes nas cidades, alta do dólar, queda nas arrecadações tributárias, frustração na arrecadação do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) são sentidos de forma dramática na maioria das 5.561 prefeituras brasileiras e dos 27 estados. As folhas de dezembro e do décimo terceiro estão comprometidas, poucos governadores estão com a folha de fim de ano garantida. Os gestores já começam a dar sinais de desânimo em relação ao governo federal. Além de dinheiro para obras estruturantes e para complementar o pagamento das folhas de dezembro e o décimo terceiro, os chefes dos Executivos municipais e estaduais da base de apoio do governo federal cobram definições da política econômica do governo federal e a estabilidade fiscal e monetária. O presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) e também prefeito de Jequiá da Praia, Marcelo Beltrão (PTB) fez parte do grupo formado por prefeitos da Confederação Nacional de Municípios (CNM), da Associação dos Municípios Brasileiros (AMB), governadores, vereadores e de outras entidades municipalistas que estiveram reunidos com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília, para cobrar rumos na política econômica do País e estabilidade financeira, neste caso o ajuste fiscal. Endividados e sem novas fontes de arrecadação financeira, a maioria dos prefeitos ameaça devolver ao governo federal programas de educação pública, creches, merenda escolar e de saúde por falta de recursos federais para mantê-los. Os programas foram transferidos por conta da municipalização dos serviços.