Política
Reajuste de servidores no pr�ximo ano corre o risco de n�o ser pago
Representando as prefeituras com poucos recursos no Sertão, o prefeito de Pão de Açúcar, Jorge Dantas, questiona: ?Como as prefeituras que dependem dos repasses do FPM e ainda enfrentam a pior seca do século vão pagar o reajuste em torno de 10% nos salários dos servidores a partir de janeiro? Como vão pagar o piso salarial dos professores, que teve um reajuste de 17%? Tem que acontecer alguma coisa. Acho que tem que congelar tudo, salários, custo de vida?. Dantas disse que as coisas só não estão piores porque a maioria das prefeituras não tem dívidas em dólar. Porém, as prefeituras têm dívidas com INSS, há aqueles com sistema de previdência própria e que vão enfrentar dificuldades para garantir o repasse integral. ?As dívidas com a previdência sobem acima da inflação?, disse Dantas ao mandar um recado para seus colegas, sobretudo àqueles gestores com baixa arrecadação. ?As perspectivas para 2016 são ainda piores. Portanto, é preciso ter cautela com a gestão, quer dizer: não gastar mais do que se arrecada?. Atualmente, a maioria dos 60 prefeitos que tem condições de reeleição enfrenta a rejeição do eleitorado de suas cidades por conta das medidas de austeridades a que foram obrigados e por atrasar pagamentos. Quem vai fechar o ano de forma equilibrada teve que adotar medidas antipáticas. Um deles foi Marcius Beltrão (PDT), prefeito de Penedo. ?Logo que assumi cortei 30% das despesas, do quadro de pessoal, enxuguei secretarias. Hoje, as minhas contas estão controladas. No entanto, com uma inflação acima de 10%, um índice de recessão acima de 3%, queda brutal na receita e nos repasses para setores vitais como Educação e Saúde... tudo isso somado pode deixar algumas prefeituras inviáveis economicamente. A minha está equilibrada, mas com dificuldades?, avaliou o prefeito.