Política
Servidor diz que foi coagido a depor � PF
O servidor público de Marechal Deodoro Robério Limeira de Lucena denunciou, ontem, que foi coagido durante um depoimento dado por ele ao delegado da Polícia Federal Fernando Chuy. Isso porque o servidor aponta que as perguntas feitas pela autoridade policial eram respondidas supostamente pelo empresário Carlos Rodas. As respostas seriam parte de um inquérito que investiga integrantes do Poder Judiciário alagoano. De acordo com o servidor, as ilegalidades no depoimento teriam começado quando ele se dirigiu até a sede da Polícia Federal, no bairro de Jaraguá, em Maceió, sem ter sido intimado legalmente. Ao chegar no prédio da instituição, Robério Limeira diz que não entrou pela porta principal, mas, sim, por uma entrada secundária e que, em seguida, foi para a sala que seria do delegado Chuy. ?Fui até a sede da polícia porque o Carlos Rodas me informou sobre a possibilidade ser preso em caso de negativa do depoimento. Uma situação inusitada e que nunca pensei em passar na minha vida. Em algumas oportunidades, o delegado me perguntava sobre essas autoridades de forma incisiva e, logo depois, Rodas respondia os questionamentos?, destacou o servidor. CORREGEDORIA Diante da suposta ilegalidade na oitiva, Robério apresentou um depoimento que teria prestado à Corregedoria da Polícia Federal, ao corregedor substituto Bergson Toledo, citando o delegado Fernando Chuy e o empresário. No depoimento, ele narra que foi levado até a sala do delegado pelo empresário e que lá teve, em algumas oportunidades, ?palavras colocadas em sua boca?. ?Estou sendo usado em uma guerra política contra o prefeito de Marechal Deodoro, Cristiano Matheus?, contou o servidor no depoimento à Corregedoria. Ele esclareceu que as declarações que colocam em xeque o depoimento prestado ao delegado Chuy não fazem parte de qualquer ataque financiado por terceiros.