Política
Crise econ�mica e sucessivas obras afastam turistas de Penedo
Penedo ? Com uma população de 60 mil habitantes, distante 173 quilômetros de Maceió, Penedo é uma cidade imponente e erguida sobre o rochedo às margens do rio São Francisco no início da colonização portuguesa, em 1565, e que já foi o terceiro destino turístico de Alagoas e perdeu essa colocação para a cidade de Piranhas, no alto Sertão, próximo à usina hidrelétrica de Xingó. Os dois primeiros pontos de atração turística do Estado são Maceió e Maragogi. Os visitantes eram atraídos pela beleza das igrejas, que guardam o estilo barroco, neoclássico e rococó. Além da beleza do ?Velho Chico?, na riqueza da arquitetura urbana estão as marcas da passagem dos portugueses, holandeses e franceses pela região. A cidade cresceu e não executou projetos estruturantes para se adequar aos novos tempos, preservar o meio ambiente, o rio e o próprio acervo arquitetônico. Hoje os problemas começam na chegada da cidade. A principal via de acesso, a Avenida Beira-Rio, está cheia de buracos. No Cais do Porto, na área central, vê-se por todos os lados o assoreamento do rio e o lixo, o que torna a navegação perigosa. Ainda no porto, cenas tristes de pessoas lavando os carros e os caminhões na beira do rio. As tubulações gigantescas de esgoto também despejam sem parar a sujeira urbana. Como a maioria das cidades ribeirinhas, Penedo também não tem rede de tratamento sanitário. O esgoto residencial cai em fossas sépticas ou nas galerias de águas pluviais que desembocam no rio. Ao chegar à área histórica, mais decepção. Os turistas não encontram nenhuma motivação para permanecer numa das cidades mais bonitas de Alagoas. Não existe boxe de informação turística para orientar o visitante. As ruas do Centro estão cheias de buracos, empoeiradas por conta das obras, e os prédios mais antigos têm aparência de abandono, com pinturas surradas e sem manutenção. As principais fontes de renda de Penedo vêm da cana-de-açúcar, do comércio, o turismo de férias, cultural, de lazer, de pesca e de programas sociais como o Bolsa Família, que garantem renda para aproximadamente 30 mil pessoas, a maioria da zona rural.