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Experi�ncia na �rea � marca dos jornalistas premiados

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Veterano no jornalismo, Arnaldo Ferreira é daqueles aficionados pela profissão. Aos 60 anos de idade e 40 de profissão, ele afirma ter perdido as contas de quantos prêmios nacionais e locais já ganhou. Arnaldo iniciou na carreira em 1975. Carioca, veio do Rio de Janeiro para Alagoas, que virou sua ?terra pátria?. Chegou, como ele, de ?mochila nas costas?, em 1982. São 33 anos de trabalho no Estado, entre jornal e TV, além de atuar como correspondente em vários jornais do País. ?Tudo o que sei, o que aprendi, devo ao jornalismo?, ele diz, ao afirmar que em sua visão ?a doutrina do jornalismo me mostrou que a gente aprende a escrever sem se envolver. Na verdade, o jornalista é um relator do dia a dia na sociedade. Às vezes escrevo sobre situações, pessoas que não concordo, mas não posso me envolver. A TV, por sua vez, me ensinou a informar com síntese, o que é uma tarefa difícil, já que em jornal escrevo uma página diária por dia?, conta. O prêmio, diz ele, ?me enche de satisfação. Essa matéria vencedora sustenta meu mestrado, que fala sobre água, comunicação e poder. Os dessalinizadores descritos na matéria comprovam a indústria da seca?. De volta à Gazeta há quatro anos, Arnaldo diz que ?estava praticamente voltando para o jornalismo nacional quando o editor-geral da Gazeta, Claudemir Araújo, me deu a oportunidade de voltar ao impresso?. A ?mascote? do grupo, Larissa Bastos, tem 28 anos, sete dos quais dedicados ao jornalismo. Atuou em assessoria de imprensa e há dois anos chegou à Gazeta para somar. Indicada com as três matérias que inscreveu no prêmio, Larissa venceu com reportagem que fala sobre o sururu como patrimônio imaterial. ?Adorei fazer essa matéria porque tive a oportunidade de falar com os dois lados. Ao entrevistar os catadores de sururu, vi que eles não sabiam nem o significado da palavra patrimônio. Essa matéria me trouxe um misto de felicidade e ao mesmo tempo a possibilidade de perceber que não houve mudança para os catadores. Me deu mais garra para escrever?. Larissa destaca ainda o salto dado pelo Caderno B da Gazeta, ao valorizar cada vez mais a cultura local. A campeã deste ano e do ano passado no Prêmio Braskem de Jornalismo revela que desde estudante sonhava em trabalhar com cultura. REFERÊNCIA O editor-geral da Gazeta, jornalista Claudemir Araújo, afirma que ?a premiação que contemplou a Organização Arnon de Mello, uma referência, é uma recompensa pelo trabalho sério de uma equipe dedicada, competente, que faz o melhor jornalismo de Alagoas?. A Gazeta, afirma Claudemir, ?se sente envaidecida por mais de uma vez estar na linha de frente na produção de informações baseadas na verdade dos fatos e transformadas em matérias dentro dos critérios estabelecidos pelo bom jornalismo?. Como coordenador de redação, destaca ele, ?quero abraçar todos os companheiros premiados e agradecer por tudo o que fizeram em mais um ano que está findando. Prêmios à parte, continuaremos trabalhando na produção do melhor material informativo de Alagoas?, finaliza. A OAM também foi contemplada com o prêmio de reportagem cinematográfica, com Aldo Correia e a matéria ?Rio São Francisco vive a pior seca dos últimos 50 anos?.

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