Política
MP investiga fraude no interior
O Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) do Ministério Público Estadual, com o apoio do Pelotão de Operações Especiais e do 7° Batalhão da Polícia Militar, voltou, ontem, ao município de Monteirópolis, onde afirmou ter constatado que o Poder Executivo municipal paga o aluguel de prédios em que deveriam funcionar secretarias, sendo que os locais não estão sendo utilizados. De acordo com o MP, todos os proprietários dos prédios que supostamente estariam alugados ao Município foram ouvidos em diligências. Eles disseram que os contratos de aluguel dos imóveis para o Executivo Municipal não estão legalizados, ou seja, foram feitos ?apenas de boca?. Após prestarem depoimento, o grupo também confessou que cada um recebe, em média, R$ 1,5 mil por mês, desde 2013. Após ouvir os donos dos imóveis, em inspeções in loco, o Gecoc descobriu que apenas três secretarias estão funcionando. Ainda de acordo com o MP, um dos alvos da operação, o engenheiro Flávio Manuel da Silva, forneceu um endereço falso ao Município. Ao tentar notificá-lo na manhã de ontem, o MP descobriu que um outro cidadão reside no local informado por ele. Além disso, ao buscar informações sobre o paradeiro de Flávio, o Ministério Público não conseguiu identificar ninguém que o conhecesse na cidade. Hélio Medeiros é outro engenheiro procurado. Ele é sobrinho do prefeito da cidade, Elmo Antônio Medeiros. Na oportunidade, moradores revelaram ao promotor Luiz Tenório que, desde a primeira operação, realizada em julho, Hélio não fora mais visto em Monteirópolis. No entanto, na folha de pagamento do Executivo, Hélio e Flávio continuam recebendo, cada um, R$ 8 mil mensais.