Política
Autor de a��o diz que quer evitar o pior
Para o autor da ação popular de uma assinatura só, Hudson Cavalcante, a guerra jurídica e a intervenção não provocaria nenhum problema ao sistema, funcionários, empresários, trabalhadores e famílias de pessoas atendidas. ?Eu acho que se mudar tudo não prejudica a imagem, a intervenção seria até contra algo pior?. A assessoria jurídica da Fecomércio explica que uma intervenção na federação de sindicatos só poderia ser determinada pelo CNC. Do mesmo modo, no Senac e no Sesc, só seus conselhos nacionais poderiam decidir. Por esta lógica, é como uma violação de autonomia. Questionado se acha que esta intervenção pode ser determinada pela Justiça Comum, Hudson apenas diz: ?eu acho que a Justiça é quem deve responder essa pergunta?. Segundo o denunciante, o processo eleitoral da Fecomércio teve várias irregularidades. ?Quero que tudo seja investigado nos trâmites da lei, eu sou vice-presidente do Sindicato de Farmácia, e botaram no noticiário aí que eu perdi uma eleição [em referência a nota de esclarecimento divulgada pela Fecomércio esta semana], mas ainda está em processo judicial. Desde 2013, por lei, o meu sindicato não tem presidente?, destaca. Com base nesta pendenga judicial, Hudson conclui que não poderia ter uma eleição na Fecomércio. Nega que esteja participando de alguma armação, chicana jurídica ou golpe, com o apoio do pai, para derrubar Wilton Malta da presidência, mesmo que precise derrubar mais de vinte gestores e executivos junto. ?O meu pai não tem nada a ver com isso, eu acho que quem deve estar agindo com vingança é a outra parte, eles estão demitindo funcionários antigos, sem motivo nenhum?. O litigante conta que queria ter acesso a documentos da Federação, como estatuto e registro de candidaturas, ?mas eles me impediram até de entrar, não teria como nem eu pegar um documento lá dentro, eu levei porta fechada na cara?. O advogado da instituição lembra que Hudson não teria direito de ter acesso a documentos com informações pessoais e de uma instituição da qual ele não faz parte. Já Hudson alega ser vice-presidente do Sincofarma, e por isso faria parte da federação.