Política
Ju�za nomeou interventor por ser boa pessoa
Aos 72 anos de idade, com 24 anos de magistratura, a juíza Maria Valéria Calheiros não quer saber de se aposentar. Conhecida no meio jurídico por sua simpatia, ela acumula as funções de titular da 5ª Vara Cível, auxiliar da 6ª e substituta da 2ª e 8ª Varas Cíveis da Capital. Sempre com um sorriso no rosto e olhar perspicaz, ela respondeu, sem demonstrar qualquer preocupação às questões levantadas pela Gazeta. ?Quando assumi a 6ª Vara como auxiliar, este senhor Hudosn impetrou uma ação cautelar de exibição de documentos, eu analisei e vi que havia requisitos para a concessão da liminar pleiteada?. A juíza concluiu que, em 2010, deveria haver uma nova eleição, ?mas eles prorrogaram por mais quatro anos, sem ter previsão estatutária?. Para a magistrada, houve também ?malversação de dinheiro público, aluguel de imóvel e pagamentos irregulares? na gestão da Fecomércio. A juíza Valéria explica, de modo simples, o critério que adotou para a intervenção. ?Nomeei o interventor, uma pessoa que eu tinha que era uma pessoa de confiança, José Lages Júnior, eu procurei saber de uma pessoa que era um bom administrador e vendo os meus conhecimentos me deram o nome dele. Eu o chamei aqui, conversei, notei que ele era uma boa pessoa bem intencionada e o nomeei?. E ele decidiria tudo só? ?Aí eu disse que ele não ficaria só, para ele não ficar com todo poder na mão, ele teria que nomear uma junta de confiança dele para trabalhar, e me prestando conta de tudo que estava fazendo?.