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Impeachment divide bancada federal de AL

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A abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, autorizada ontem pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), divide a opinião da bancada federal alagoana entre a crítica ao que teria sido um ato de ?retaliação? de Cunha e o apoio ao processo que pode resultar na destituição de Dilma do cargo. Para os aliados da presidência, Eduardo Cunha acatou um dos 28 pedidos de impeachment da presidente por vingança, após a bancada do PT ter decidido votar contra ele no Conselho de Ética, onde tramita o processo de cassação do presidente da Câmara. ?Na realidade, essa decisão do presidente Eduardo Cunha foi uma retaliação, um revanchismo devido à posição que o PT já tinha tomado?, avalia o deputado federal Paulo Fernando Santos, o Paulão (PT). ?A Comissão de Ética e o partido já vinham discutindo com muita sobriedade e hoje [ontem] decidiu-se pelo prosseguimento do andamento processual. Sem dúvida, ele sentiu isso como uma retaliação. Até porque há muito tempo existiam vários pedidos de impedimento e ele vinha trabalhando com barganhas?, afirma o petista. Já o oposicionista Pedro Vilela (PSDB) argumenta que há elementos suficientes para abertura do processo de impedimento contra Dilma. ?Temos a convicção de que há elementos que justificam a abertura do processo de impeachment. A operação Lava Jato, onde a cada nova fase fica comprovada a corrupção que tomou conta do governo federal, os diversos crimes fiscais cometidos pela presidente, inclusive já comprovados pelo Tribunal de Contas da União... Nosso sentimento é que era justificável a abertura do processo e isso finalmente aconteceu?, afirma Vilela.

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