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Planalto teme debandada do PMDB

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Brasília, DF ? Ao final da semana em que foi aceito o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, um dos principais aliados do vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP), o ministro Eliseu Padilha (Aviação Civil), decidiu deixar o governo. O gesto do fiel escudeiro do vice foi visto com desconfiança dentro do Palácio do Planalto, numa sinalização de que o grupo de Temer pode desembarcar do governo e desequilibrar o jogo de forças da votação do processo de impeachment. Em reação à decisão de Padilha, a equipe da presidente Dilma montou uma operação para evitar que outros peemedebistas seguissem o mesmo caminho do ministro da Aviação Civil. Em um gesto incomum para políticos em cargos de confiança, Padilha deixou um envelope na Casa Civil na quinta-feira (3) com sua carta de demissão. Os ministros Jaques Wagner (Casa Civil), Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) e assessores ligaram para os demais ministros peemedebistas. Ao final do dia, o relato transmitido à presidente é que eles garantiram que não fariam o mesmo. Wagner falou diretamente com o vice-presidente, que estava em São Paulo, e com Padilha, em Porto Alegre. De Temer, ouviu que seu amigo estava se sentindo desprestigiado dentro do governo, depois que a própria Casa Civil retirou na semana passada uma indicação sua para a Anac (Agência Nacional da Aviação Civil). O chefe da Casa Civil pediu ajuda ao vice-presidente para tentar reverter a decisão de Padilha. Os dois ficaram de conversar pessoalmente nesta segunda-feira (7).

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