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Terceiro setor cobra maior espa�o pol�tico

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Marcada a ferro e fogo, a história da economia alagoana sempre esteve presa pelas correntes da monocultura da cana. Que o digam os 200 anos de Maceió, cidade erguida pelo avanço das suas relações comerciais, cujo crescimento sempre esbarrou nos interesses das oligarquias rurais. Os tempos mudaram, mas nem tanto. Hoje, o setor produtivo que mais emprega em Alagoas e mais paga impostos no Estado continua sem o devido espaço a que teria direito. Detém o poder econômico, mas não o poder político, ainda ligado ao que hoje se intitula como setor sucroenergético, além de outros segmentos do agronegócio. O terceiro setor, que reúne as empresas de Comércio, Serviços e Turismo, responde por 72% do Produto Interno Bruto (PIB) de Alagoas e despertou para o grande potencial de articulação que pode ter. Por meio de associações e sindicatos estruturados, desenvolve uma interlocução maior nas três esferas de governo e moderniza a economia, com capacitação profissional, investimentos em tecnologia e inovação. Uma das principais lideranças do setor em Alagoas, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Alagoas (Fecomércio/AL), Wilton Malta, destaca a importância deste setor produtivo para enfrentar a crise e recuperar a economia alagoana. Enquanto a indústria se retrai, o Comércio e Serviços mantêm firme o prumo do desenvolvimento sustentável. Veja a seguir o que pensa o representante deste setor sobre fundamentos para a saída da crise, a política econômica do governo e a importância da capacitação profissional e de serviços de atendimento como os realizados pelo Sistema Sesc/Senac. ?

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