Política
Adolescentes exercitam a cidadania
O primeiro sinal de redução das desigualdades está no brilho dos olhos, o segundo, no sorriso do rosto e o terceiro, nas palavras expressas por quem conquistou a inclusão através do exercício da cidadania. ?Esta plataforma da Unicef veio para dar voz ao jovem, faz uma ligação entre a gente e o poder público. Eu acho importante para o nosso empoderamento porque muitos falam que os jovens não têm voz?, afirma a estudante Ohana Rabelo. A adolescente é uma das 150 integrantes da Rede de Adolescentes por Uma cidade Justa e Sustentável, criada pela iniciativa da Unicef. São 30 adolescentes em cada uma das cinco regiões administrativas selecionadas. Esta semana, ela participou de uma reunião com representantes do Unicef para avaliar os avanços e desafios. O estudante Thiago Maciel também esteve presente. ?Você tem uma forma de pensar e, na hora que você tem acesso ao conhecimento, passa a saber dos seus direitos. Isso muda totalmente a vida da pessoa?. A coordenadora regional da Unicef, Jane Santos, explica de modo direto a importância da relação com as prefeituras municipais e o objetivo deste encontro que acontece em Maceió. ?A gente não defende nenhum governo, nenhum partido, a gente defende crianças e adolescentes. Vamos ver o que este município está fazendo (desde a implantação da Plataforma em 2013)?. Os indicadores de Maceió serão apresentados no decorrer deste encontro. Segundo Jane, alguns têm respostas mais rápidas, outros são mais lentos. ?A gente checa os resultados e vai procurar saber o que aconteceu. Essa iniciativa, essa metodologia é uma contribuição que a Unicef dá para haver um modelo de redução das desigualdades, o que a gente espera é garantir melhor acesso a educação, saúde, esporte, lazer e qualidade de vida?.