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Pedido de impeachment de Dilma divide opini�es

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Mais um episódio da crise política brasileira ? provavelmente o mais impactante até agora ? e a população se organiza para tomar as ruas novamente. Os protestos dividirão os cidadãos, mais uma vez, entre prós e contra à presidente Dilma Rousseff, mas agora ambos os lados terão uma motivação mais palpável: a autorização da abertura do processo de impeachment contra a presidente, que mudou a agenda política desde o último 2 de dezembro. Um ato de movimentos que pedem a saída de Dilma do cargo está agendado para a manhã de hoje, a partir das 8h, na orla marítima de Maceió. Na quarta-feira (16) será o dia dos contrários ao impeachment chamarem atenção para o que consideram um atentado à democracia. A mobilização deste domingo, batizada de ?Esquenta para o impeachment da Dilma?, terá o microfone aberto para os parlamentares que quiserem se manifestar a favor ou contra o processo de impedimento da presidente. Até o fechamento desta edição, no entanto, nenhum deles havia confirmado presença no ato, que é puxado pelo Movimento Brasil. Para o movimento, foi o PT que aplicou um ?golpe? na economia do País. Já o protesto do dia 16 ? que acontece em sintonia com uma mobilização nacional ? ainda terá local e horário definidos pela organização, encabeçada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Alagoas. De acordo com a presidente da entidade, Rilda Alves, diversos sindicatos urbanos e rurais, movimentos sociais e alguns partidos políticos, todos ligados à Frente Brasil Popular, se reúnem amanhã para decidir os detalhes. ?Será uma grande mobilização a favor da democracia e contra o golpe que está aí posto. Um ato pacífico demonstrando nossa insatisfação com a forma como está se dando a questão do impeachment?, diz. A possibilidade de cassação da presidente da República divide a opinião do brasileiro. Entre os posicionamentos há, inclusive, opositores que não concordam com o impeachment e seguem o mesmo raciocínio de apoiadores da presidente, como o de Rilda Alves. ?O País está enfrentando uma crise, todos nós sabemos. Mas não é dessa forma que a gente vai resolver a crise do Brasil. Não concordamos com algumas medidas do governo que não ajudam no crescimento, sabemos que é preciso melhorar algumas ações, mas não é dessa forma que a gente vai resolver o problema?, afirma. ?E temos consciência que essa é uma crise mais política que está agravando o crescimento econômico do País?.

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