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PF faz varredura na sede do PMDB

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Um cofre do secretário-geral do PMDB de Alagoas, Ricardo Santa Rita, foi arrombado por determinação da Justiça Federal, na sede do partido, ontem, em Maceió, em uma operação para cumprir dois dos 53 mandados de busca e apreensão decretados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As operações realizadas pela Procuradoria da República e Polícia Federal ocorreram em endereços de lideranças e ministros do PMDB, em Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Pará, Ceará e Alagoas. ?No cofre não tinha nada. O PMDB de Alagoas não tem nada para esconder?, disse o dirigente do PMDB, Ricardo Santa Rita. Às 7 horas equipes de procuradores da República, delegados e policiais federais estavam à porta da casa do tesoureiro do PMDB de Alagoas, ex-governador e médico José Wanderley Neto, no bairro de Mangabeiras, e na sede do PMDB, também no mesmo bairro, em Maceió. Eles buscavam documentos ligados à contabilidade e as operações financeiras do partido nos últimos anos. Na casa do tesoureiro do partido, a polícia ficou menos de 30 minutos e o médico manteve a sua rotina profissional, revelou uma fonte do condomínio onde reside José Wanderley. A Gazeta tentou falar com José Wanderley, mas não obteve êxito. As ligações telefônicas para José Wanderley caíam na caixa postal. Na sede do PMDB, 15 agentes e delegados da PF liderados pelo procurador da República no Estado, Rodrigo Tenório, ficaram até às 10h30. Eles recolheram documentos da movimentação contábil, entraram na sala reservada do presidente do partido e também presidente do Senado, Renan Calheiros, e mandaram chamar um chaveiro para abrir um cofre da sala do secretário-geral do PMDB. A operação da PF, batizada de Catilinárias, faz parte das investigações da Operação Lava Jato e foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A ação levou curiosos à porta do PMDB. A maioria hostilizava personagens conhecidos do partido e outros, como um dos fundadores do PMDB, José Emílio, de 73 anos e 50 de militância partidária, queriam saber o que acontecia. ?Isto é uma tentativa de desmoralizar o meu partido?, disse o peemedebista.

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