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Ideia � criar um modelo de desenvolvimento inclusivo

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É muito simples saber que a vida tem mais chance no condomínio fechado do que na favela. Dedução lógica e até cômoda para a consciência que se tranca dentro do ar refrigerado. Difícil é refletir por que a mortalidade neonatal é de 18,4 para cada mil nascidos vivos na periferia, enquanto esta mesma taxa é de risco zero, praticamente nula, para o bebê de berço esplêndido que a pátria amada pariu. Mais complicado é aceitar esta desigualdade tão estúpida como a média geral dos territórios de Maceió em relação aos das oito capitais que também preocupam o Unicef. Ficamos em último lugar em seis dos dez indicadores: mortalidade neonatal, pré-natal, distorção idade-série, gravidez na adolescência, mortes por causas externas e assassinatos, estes quatro últimos para a faixa etária de 10 a 19 anos. A coordenadora nacional da plataforma do Unicef, Luciana Phebo, enfatiza que os dados são relativos a 2012 e vários avanços já foram registrados em novos levantamentos que serão apresentados em 2016. A linha de base com os indicadores deve ser vista apenas como um ponto de partida, que propõe um olhar diferenciado, com a lente das desigualdades. Enxergá-las e reduzi-las nos centros urbanos é a missão da PCU. Para isso, ?temos uma proposta maior, de criar um modelo de desenvolvimento inclusivo?, reitera Luciana. ?Uma cidade que cuida bem das suas crianças, cuida bem de todos?, completa. Este é o zelo suplicado por bebês que choram e não mamam 28 dias após o parto. A média de mortalidade neonatal em Maceió é 10,9 por mil nascidos vivos, mais de dois pontos acima dos 8,7 da média geral das PCUs. No pré-natal, a média maceioense é de 47,1% de mães com o acompanhamento completo, contra 61,9% nas oito capitais. A coordenadora de projetos do Instituto Paulo Montenegro (IPM), Marisa Villi, explica que a metodologia adotada faz uma reorganização dos dados existentes. ?Fizemos cortes dividindo cada indicador em quatro partes, começando pelos 25% com os piores resultados (chamado de Quartil 1) até os 25% dos territórios com melhores indicadores (Quartil 4)?. Marisa esclarece que nem todos os indicadores são ruins num mesmo território, assim como não existe os absolutamente positivos ou negativos em tudo.

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