Política
Fornecedores n�o recebem h� 3 safras
Os usineiros, na verdade, terão acesso ao empréstimo em cima de cinco cotas de açúcar que enviam para o mercado norte americano. Na prática, os usineiros vão pegar as cotas de contratos dos próximos cinco anos e receberão antecipado. O governo federal avalizou a operação. Os industriais dizem que vão usar o empréstimos em pagamento dos débitos com os fornecedores de cana e outros credores, entre eles o Fisco. Alagoas tem mais de 8 mil plantadores de cana, 90% são considerados pequenos fornecedores e a produção/safra não passa de mil toneladas. A maioria enfrentou dificuldades nas últimas três safras porque plantou, colocou a cana nas usinas e não recebeu. ?Os usineiros justificam o atraso nos pagamentos alegando a crise econômica, os prejuízos com a seca e depois de muita conversa conseguimos receber uma safra e as coisas tendem a melhorar?, diz o presidente da Asplana, Edgar Antunes Filho. A seca na Índia reduziu a oferta de açúcar no mercado internacional. Bom para o Brasil. A saca de 60 quilos que era comercializada por R$ 45,00 dobrou de preço e tem gente comprando a saca por R$ 100,00. Isto ajuda a capitalizar as indústrias de Alagoas, Pernambuco e da Paraíba, os três estados do Nordeste que mais abastecem o mercado externo. Porém, o setor há mais de cinco anos enfrenta uma das suas priores crises. Das 450 usinas do País, 80 fecharam. Das 25 que existiam em Alagoas, funcionam 19; seis fecharam. A última foi a Lajinha.