Política
Negocia��es salariais ser�o dif�ceis
O ano mal começou e os efeitos deixados pelo que passou tornam 2016 um desafio para as negociações salariais das principais categorias do serviço público estadual e municipal. Com a inflação batendo os dois dígitos, fechando o ano em 10,02%, a reposição das perdas vai obrigar os governos a rever contas. Cientes do que pode vir, o movimento sindical se prepara para negociar, sem descartar paralisações. Os enfrentamentos nas mesas permanentes de negociações com o governo do Estado, por exemplo, garantiram apenas o reajuste salarial de 5% no ano passado. Para este ano, o secretário estadual da Fazenda, George Santoro, já antecipou que o principal esforço é o pagamento em dia dos salários. Ainda assim reconhece que o Estado tem criado possibilidades para o aumento de receita, economia e recuperação fiscal. ?Mas precisamos esperar porque o cenário nacional para 2016 não é dos mais favoráveis?, alertou Santoro em entrevista à Rádio Gazeta. Segundo o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social e Trabalho (Sindprev) e membro da Central Única dos Trabalhadores em Alagoas (CUT), Cícero Lourenço, a negociação no ano passado provocou perdas, por conta do aumento da inflação no ano corrente. ?E para este ano, o cenário não é muito bom diante do que estamos acompanhando. Ainda assim, na primeira semana de janeiro já estaremos apresentando a pauta, porque como é ano eleitoral temos que negociar até abril, no caso dos municípios?, disse Lourenço. Ele garantiu que a estratégia de parar os serviços não está descartada. ?Estaremos mobilizados, tanto na capital quanto no interior, onde além de reposição da inflação há outras situações como Plano de Cargos e Carreiras?, afirmou.