Política
AMA teme atraso de sal�rios ao longo do ano
A crise gerada pela queda na arrecadação do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) voltou a preocupar o presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Marcelo Beltrão. Ontem, ao repercutir a queda de quase 13% da primeira parcela do FPM, disse temer que outras cidades também atrasem os pagamentos, inclusive de salários ao longo do ano. ?Houve ainda uma queda muito grande, de 80% no que diz respeito a um residual de receitas das empresas em relação ao Imposto de Renda (IR) e o Imposto de Produtos Industrializados (IPI), que caiu a arrecadação em 80% para o governo federal. Isso é um sinal de mais crise por aí?, alertou. Conforme analisou, isso pode afetar outras cidades, principalmente por conta da necessidade de se adequarem ao pagamento do novo salário mínimo. Segundo Beltrão, o problema do atraso do 13° já era esperado, mas atingiu com maior intensidade oito municípios. Conforme lembrou, em algumas cidades a dependência do FPM é maior do que em outras. ?Já imaginávamos que pelo menos 90% conseguiria pagar, mais ou menos isso. Mas, alguns têm mais dependência do FPM. Têm algumas despesas que são mais comprometedoras em relação a outras por conta do efetivo dos funcionários. Alguns não conseguiram cortar gastos para equilibrar os pagamentos com a queda de receita?, explicou. De acordo com o presidente da AMA, o mais grave deste problema é que hoje os gestores estão pagando uma conta alta, inclusive do ponto de vista político, por um problema que não criaram, mas sim foram vítimas.