loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sexta-feira, 31/07/2026 | Ano | Nº 6279
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

“Essa modalidade foi um erro e est� levando a institui��o � fal�ncia”

Ouvir
Compartilhar

O diretor-presidente do Ipaseal, Francisco de Assis Barbosa da Silva traça um panorama grave da situação do Ipaseal Saúde. Numa conversa que se estendeu por mais de uma hora, ele diz que não há outro caminho, a não ser mudar o que foi estabelecido no ano de 2000, quando o governo à época definiu a forma de contrato solidário e a tabela ofertada, absolutamente fora da realidade atual. ?Essa modalidade foi um grande erro, um grande engano e está levando uma instituição que tem trabalhos tão importantes à sociedade de Alagoas à falência?, afirma, ao dizer que desde que os serviços do plano foram retomados, em março de 2015, vem sendo contabilizado um prejuízo de mais de R$ 1 milhão por mês. O gestor revela que uma equipe está finalizando o trabalho de contabilidade para que possa ser repassado à sociedade o valor total do débito. Mas de antemão informa: ?Temos débitos no Ipaseal oriundos de 2012. Por que antes não era esse prejuízo? Porque quando nós pegamos o plano a rede estava praticamente fechada. Não funcionava?. ?CONTRATO DANOSO? Ele questiona: ?Será que é necessário destruir o Ipaseal para mostrar esse erro? Como um plano de saúde vai sobreviver, recolhendo R$ 2,2 milhões de receita e pagando uma média de R$ 3,5 milhões? Como é que eu pago??, indaga, ao chamar o contrato feito em gestões passadas de danoso, ?de um mal terrível a todos: à rede prestadora, ao usuários, ao governo, à sociedade. Estamos incapazes de fazer novos pacotes, de contratualizar novos serviços porque a situação é extremamente grave. O governo está com esse desafio. Sabe a importância que o Ipaseal Saúde tem, mas como está constituído ele é um desastre?. Segundo Francisco de Assis Barbosa, nos tempos áureos, quando o Ipaseal ?funcionava como uma carteira de elite e junto com o Banco do Estado [Produban] bancavam muitas vezes a folha de pagamento do servidor do Estado, 45 mil pessoas eram atendidas pelo plano, entre servidor titular e seus familiares. Hoje, não passa de 11 mil. As pessoas foram percebendo que aquele contrato que foi assinado era uma farsa. Não tornava o Ipaseal capaz de executar suas funções. E elas foram saindo. Não adiantava pagar um contrato barato, mas não ter a prestação de serviço?. O diretor-presidente do Ipaseal diz que o que se fez no passado foi ?um contrato terrível, que serviu naquele momento aos interesses das pessoas, do Estado, mas jamais aos serviços dos usuários, o principal. Deu calote na rede, nesse período, mais de uma vez, aplicou o fator deflatário, por exemplo, tinha R$ 20 mil a pagar ao laboratório, convocava para fazer uma redução, teve momento que deu calote. Teve de tudo. A ponto de que quando chegamos aqui, o astral, a moral do Ipaseal em relação à rede era de total desconfiança. Sem credibilidade. A única coisa que eu não entendo é disso não ter sido encarado, como hoje. O que estamos vivendo aqui não é diferente do que os outros viveram. Apenas estamos abrindo e mostrando alternativas. Os outros não fizeram isso?, ele diz.

Relacionadas