Política
Vida em �reas de risco n�o mudou quase nada
A vida de quem mora nas grotas e favelas, seja nas encostas, bem como nas áreas alagadas às margens da Lagoa Mundaú, mudou pouco ou quase nada nos últimos anos. Isto porque com a redução dos repasses dos recursos federais faltou dinheiro para ações de mobilidade e urbanização, que são de responsabilidade da Secretaria de Infraestrutura de Maceió (Seminfra). Tratados como aglomerados subnormais pelo Instituto Brasileiro de Geográfico e Estatística (IBGE), essas áreas são heranças do forte êxodo rural das décadas de 1970 e 1980. Hoje são ao todo 175 áreas nestas condições. Destas 76 são grotas, onde moram aproximadamente 300 mil pessoas e 90% estão sem obras de infraestrutura. De forma improvisada as famílias foram se amontoando umas sobre as outras em áreas desmatadas, com construções sem orientação técnica alguma. O improviso, aliado à degradação ambiental provocada pelo lixo, falta de saneamento e rede coletora de esgoto cria situações de risco permanente, que são ampliadas nos períodos de inverno. Quem afirma é o presidente do Movimento de Humanização das Grotas, Robson Lima. ?Pouquíssimas grotas têm obras realizadas pela Prefeitura de Maceió. Infelizmente a gente vive esse descaso, não de agora, mas de muito tempo. Continuamos com muitos problemas, por conta de estruturas de escadarias, falta melhoramento da iluminação pública, contenção de barreiras e saneamento?, diz Robinho como é mais conhecido. Ele aponta áreas no Complexo Habitacional Benedito Bentes, na Chã da Jaqueira, Ipioca, Jacarecica, Jacintinho, entre outras.