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Discuss�o ampliada

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Nem mesmo entre os mais fiéis escudeiros do Partido dos Trabalhadores, o tema novas mudanças nas regras da Previdência é bem-vindo. Que o diga o deputado federal Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT). Ele avalia que a reforma previdenciária é uma realidade nacional e internacional da qual não se pode fugir, no entanto comunga com a opinião do líder interino do partido no Senado, Paulo Rocha (PA), de que não se pode levar um assunto como esse à votação sem que antes seja feito um amplo debate com a sociedade. ?A gente não pode ser irresponsável em não admitir a necessidade da reforma. Nos últimos 30 anos tivemos uma elevação na média de vida do povo brasileiro que subiu de 54 anos para 74 anos. Isso é real. Logicamente, se aumenta para 20 anos a média de vida, tem um reflexo na Previdência. Quem paga é quem está na ativa?, diz Paulão. Agora, segue o parlamentar em sua análise, ?o processo terá que ser discutido e não colocado de forma abrupta; com afogadilho. A discussão tem que ser mais ampliada. Existe um Conselho (Fórum de Trabalho e Previdência), ligado à Presidência da República, que é composto por trabalhadores, empresários, o próprio governo e o Congresso, que deve ser chamado a sentar neste momento e discutir como isso vai ser feito e sem sectarismo, fazer uma análise de como está a Previdência no país. Esse é um assunto que precisa ser discutido. Não se pode jogar para baixo do tapete um problema real?, observa Paulão.

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