Política
Prefeitos devem evitar gastan�a
Sem dinheiro em caixa para esbanjar e com dívidas com fornecedores, a maioria das 102 prefeituras de Alagoas vai reduzir investimentos na ornamentação e bailes de carnaval. A festa deve ser mais simples, com artistas locais e menos onerosos para os cofres públicos. Estes são alguns dos efeitos da crise econômica que promete se agravar ao longo de 2016 e provoca recessão. Por outro lado, os órgãos fiscalizadores e de controle da aplicação do dinheiro público, entre eles o Tribunal de Contas do Estado, Tribunal de Contas da União, ministérios públicos Federal e Estadual e até a Receita Federal estão mais atentos com relação aos gastos públicos neste ano de eleição municipal. A própria Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) recomenda aos 102 prefeitos reduzirem gastos com festas carnavalescas. Naquelas 38 cidades que decretaram situação de emergência por conta da estiagem prolongada, a recomendação é suspender as festas de carnaval e utilizar os recursos disponíveis para socorrer a população e os animais. O presidente do TCE, conselheiro Otávio Lessa, orienta, principalmente aos prefeitos dos 38 municípios em situação de emergência, para usarem o bom-senso nos gastos com a folia de Momo. A Corte de Contas vai enviar correspondência a partir desta segunda-feira às 102 prefeituras orientando àqueles municípios, com decreto de calamidade, não fazerem compras emergenciais. ?Os prefeitos que decretaram situação de emergência e recebem recursos públicos para o socorro das vítimas devem conversar com a população e explicar que os recursos disponíveis são para o socorro das vítimas da seca. O que sobrar deve ser aplicado na Educação, Saúde e Assistência Social. Os gastos com as festas devem ser em outro momento?, diz Otávio Lessa ao lembrar que o momento é de ?apreensão e de economia?.