Política
Poderes reagem contra cortes em duod�cimos
O ?aperto do cinto? anunciado pelo governador Renan Filho (PMDB), no repasse do duodécimo dos Poderes este ano provocou reações do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), Ministério Público Estadual (MPE) e Tribunal de Contas do Estado (TCE). Somente a Assembleia Legislativa Estadual (ALE), que ainda vai votar o Orçamento referente a este ano, silenciou diante da revelação feita pelo Executivo. Conforme Renan Filho, o maior entrave para os pedidos de aumento feito pelo Poderes envolvem a queda na arrecadação, em especial do repasse do Fundo Participação dos Estados (FPE). A ALE, ainda no ano passado, já havia anunciado que necessitaria de pelo menos R$ 10 milhões a mais para fechar as contas. Quem primeiro manifestou seu descontentamento foi o procurador-geral de Justiça, Sérgio Jucá. Em entrevista à Gazetaweb, ele disse que tal postura, se posta em prática, pode ser entendida como um desprezo com a sociedade. ?Reduzir o valor do orçamento do MP equivale a desprezar o povo de Alagoas e os interesses da sociedade que o MP tutela. Deste modo, não acredito que o governador vá reduzir o orçamento do Ministério Público?, disse Jucá. Ao mesmo tempo que fez a crítica ele confirmou que, até o momento, não houve nenhuma informação oficial para o órgão. Jucá informou que quando o órgão foi consultado, no ano passado, a proposta era de um repasse de R$ 159 milhões. O valor supera os R$ 127 milhões definido para o orçamento de 2015. À época, o órgão sofreu cortes, fruto de um embate com o Poder Legislativo, supostamente por conta de investigações sobre gastos da ex-Mesa Diretora.