Política
Prefeito � alvo de protesto em Maribondo
Maribondo ? Servidores da Saúde e da Educação de Maribondo realizaram uma manifestação, na manhã de ontem, para protestar contra atrasos no pagamento de salários. Eles fizeram uma caminhada até a sede da prefeitura e esperaram ser atendidos pelo prefeito Antônio Ferreira (PSD), que não estava na cidade. ?O município e nós servidores estamos abandonados. A prefeitura diz que não tem dinheiro para pagar, mas em dezembro recebeu quase R$ 2,7 milhões do FPM [Fundo de Participação dos Municípios] e do Fundeb [Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica], fora os recursos do Ministério da Saúde, que ficam em torno de R$ 130 mil por mês?, afirmou a representante do Sindprev, Ledja Costa. De acordo com ela, os servidores da Saúde estão com os salários de dezembro, décimo terceiro e terço de férias atrasados, além do pagamento de uma parcela do acordo judicial que permitiu a prefeitura pagar o salário de julho de 2015 em quatro vezes. A situação dos aposentados e dos trabalhadores da Educação não está tão diferente. Os servidores reformados, que recebem por meio do Fundo Previdenciário Municipal, o Fumprema, não têm previsão para receber os vencimentos de dezembro e décimo terceiro. Para os professores, o município está devendo o décimo terceiro salário, o terço e o quinto de férias. Segundo uma representante do Sinteal, a categoria estava sem receber também o salário de dezembro, que teria sido liberado pela prefeitura somente depois que um carro de som percorreu a ruas anunciando o protesto. A manifestação recebeu apoio dos dois vereadores que fazem oposição no município, Ubiratã Nunes (PSB) e José Neto (PT). Eles fizeram várias denúncias contra a administração municipal, entre elas a entrega de casas populares em um conjunto habitacional que não dispõe de energia elétrica e água encanada, obras inacabadas e descredenciamento de equipes de saúde bucal. Eles afirmaram ainda que o prefeito Antônio Ferreira responde a uma denúncia no Ministério Público Federal de superfaturamento da merenda escolar e alegam que o Portal da Transparência está desatualizado há mais de um ano. ?O prédio onde funciona o projeto Mais Educação pertence ao prefeito, ou seja, ele está pagando aluguel para si mesmo?, denunciou José Neto.