Política
Queda no FPE for�a Estado a novos cortes
O governador Renan Filho (PMDB) admitiu que a queda na arrecadação do Fundo de Participação dos Estados (FPE), que na primeira parcela de janeiro resultou em menos R$ 44 milhões de um total previsto em R$ 220 milhões, vai obrigá-lo a promover novos ajustes na máquina administrativa. Estes ajustes significam, segundo Renan Filho, reduzir o número de servidores comissionados e de servidores que não têm função nas áreas mais demandadas pelo cidadão, rever contratos de prestadores de serviços e de fornecedores e cobrar mais eficiência da máquina administrativa. ?Precisamos fazer mais com menos. Ter mais eficiência na prestação do serviço e da política pública?. O governador sabe que num momento de crise como esse que o Brasil atravessa é penoso ter que adotar medidas duras. ?Mas teremos que continuar reduzindo gastos para manter os investimentos fundamentais?. Ao ser questionado sobre o que ele considera como fundamental neste momento, respondeu que é manter os investimentos em segurança pública, saúde principalmente para aqueles que moram no interior e em educação. Esta semana, o governador volta a ter pautas no interior do Estado. Na verdade, no mês de janeiro, Renan Filho dedicou boa parte do seu tempo para fortalecer a educação pública, comandada pelo vice-governador Luciano Barbosa (PMDB). ?Estamos num mês de férias. Daí, estamos tocando as obras para as aulas que, ao contrário de antigamente, vai começar em fevereiro. Por isso, eu e o secretário Luciano Barbosa focamos no mês de janeiro. Acredito que as transformações verdadeiras, duradoras e eficientes só chegam a Alagoas pela porta da Educação?. Alagoas ainda ocupa o último lugar no País em evasão escolar e analfabetismo. ?Enquanto a gente não for o último em educação, nós não seremos primeiro em outras coisas?, reconheceu Renan Filho.