Política
FIEA critica aumento de juros do FNE
Não bastassem os números negativos da economia, que alimentam o cenário de recessão dos últimos dois anos, agora o setor produtivo da Região Nordeste sofre outro duto golpe. Foi aprovado, em dezembro passado, o aumento da tributação do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste ? FNE, em reunião do Conselho Monetário Nacional. Com isso as taxas saltaram de 8,2% para 14,1% para os empréstimos. ?É um tiro no pé. Por conta dessa medida já afetou diretamente empresas que estavam ampliando suas instalações, como é o caso de uma importante produtora de sorvete aqui do Estado. Eles já estão com a fase de construção praticamente concluída, mas pararam tudo porque assim não têm condições de continuar?, revelou o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), José Carlos Lyra. Ele explicou que a medida adota pelo Conselho Monetário Nacional inviabiliza a vinda de empresas para a região, o que irá influenciar diretamente na geração de emprego que acumula queda, conforme dados oficiais. Em nota, as federações que representam o setor produtivo da região revelam, ainda, o temor pela redução dos investimentos e a diminuição da renda. Para os empresários, o mais importante é que os fundos adotem prazos diferenciados de carência, limites de financiamento, juros e demais encargos, tenham como fonte orçamentária a base do que é arrecado no Imposto de Renda e também no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Na prática, o aumento dos percentuais que envolvem os empréstimos provocará um aumento do FNE de 71,4%. O impacto dessa resolução afetou fundos similares em todo o país. Outro detalhe apontado pelo setor produtivo é que o aumento do FNE é inversamente proporcional a projeção do Produto Interno Bruto (PIB), que acumula queda desde o ano passado de -3%.