loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

Militares reagem � proposta do governo

Ouvir
Compartilhar

Surpresos. Foi como se disseram dirigentes de entidades representativas de militares em relação à informação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) de que o governo do Estado vai implantar em breve, na Polícia Militar de Alagoas, a figura do soldado temporário, contratado sem concurso público. As entidades não só discordam da medida, como afirmam que o governo havia assegurado, durante mobilização dos militares por reajuste salarial, que colocaria em prática nas corporações PM e Corpo de Bombeiros uma outra modalidade: o ?Bico Legal?. A medida consiste na legalização do conhecido ?bico?, feito por militares, principalmente os de menor patente, para garantir um dinheiro a mais nas horas de folga do serviço, quando policiais atuam como seguranças em casas comerciais, lotéricas, postos de combustível e outros estabelecimentos. Segundo as associações, a implantação do ?Bico Legal? foi conversado com o governador Renan Filho (PMDB), que não apenas aprovou sua implantação, como teria assegurado que isso aconteceria até maio ou junho deste ano. ?Não estava sabendo desse projeto para contratação de soldado temporário. Para mim, é até uma novidade. Durante nossa mobilização, em novembro do ano passado, conversamos com o governador e ficou acordado que o Estado implantaria num prazo máximo de seis meses o Bico Legal. Aí sim, resolveríamos o problema. O governo concordou?, disse Wellington Silva, presidente da Associação dos Cabos e Soldados da PM e CB de Alagoas. Ele diz que a proposta entregue nas mãos do governo é que os militares em folga possam trabalhar até seis horas, recebendo a mais por isso. ?Sabemos que hoje 90% fazem bico. Então, esse será um projeto bom para os militares e para a sociedade. O militar estará respaldado para ir às ruas, para fazer o serviço ostensivo. Ganham o Estado, que vai economizar muito mais do que se contratar temporários, que ainda terão que passar por cursos de preparação, e a sociedade. No projeto que apresentamos, o militar cumpre suas 12 horas de serviço, vai para casa, descansa, e somente no outro dia após a folga é que dará as seis horas. Vai resolver inclusive a questão da segurança do militar que trabalha fazendo bico em farmácias, lotéricas, como aconteceu neste último episódio registrado esta semana?, ele informa, referindo-se ao policial militar Antônio da Silva Souza Santos, 48, assassinado em Teotônio Vilela, na terça-feira passada, enquanto fazia bico.

Relacionadas